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Cadu Doné

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13/06/2017 às 04:21

A zaga do Galo e a improvisação de Mano...

 

O conservadorismo, certo tipo de espírito retrógrado ainda predominam nas avaliações futebolísticas Brasil afora. Quando se fala de zagueiros, o apego insensato a fatores como altura e porte físico invariavelmente domina os debates, num reflexo claro de como as pessoas normalmente apenas apropriam opiniões sem muita reflexão e capacidade de observação do que realmente acontece – em qualquer campo, não só nos gramados. Velocidade, técnica e saída de bola são os adjetivos que os treinadores dos centros mais avançados, vanguardistas, procuram, há anos, nos seus defensores; pouco importando se eles possuem, digamos, “apenas” cerca de 1,80 m de estatura. Em diversos sentidos – sucesso, representatividade e grau com que carrega a predileção... –, Guardiola é o exemplo mais emblemático desta tendência europeia, já bastante consolidada, consideravelmente espalhada no Velho Mundo.

No ano passado, Gabriel conquistou merecido reconhecimento de mídia e público em Minas Gerais. Num Atlético desorganizado no momento defensivo, pouco combativo sem a bola, muitas vezes ele parecia estar atrasado/mal posicionado quando, no fundo, apenas tentava compensar o equívoco de um companheiro ou do coletivo em si. Numa visão superficial e injusta, não eram poucos os que, olhando apenas os segundos derradeiros das jogadas – e ainda assim, por alto –, culpavam o jovem por suposta falha em determinados gols sofridos. Juntando isso ao fato de Gabriel ter “somente” 1,81 m, alguns ainda mais precipitados acoplavam às críticas frases como: “não tem jeito de atuar com zagueiro com menos de 1,85 m, é inviável!”. Curiosamente, dá até para dizer, sim, que o excelente Gabriel pode melhorar nas jogadas aéreas; mas não diria que é fraco neste ponto e tampouco que as falhas já por ele apresentadas neste aspecto se materializaram pela altura. Posicionamento, escolher corretamente o momento de marcar a bola ou o adversário: eis os itens que o prodígio há de observar para avançar ainda mais na carreira. 

Não vou ser oportunista e citar a partida contra o Vitória pura e simplesmente para provar como a velocidade e o jeito de Gabriel se sobrepõem, enquanto características, ao porte e à altura de Felipe Santana e Erazo – ambos tiveram performances medonhas (o primeiro, sejamos justos, vinha evoluindo claramente nos últimos duelos; o segundo, em outros períodos da carreira, já evidenciou que pode atingir bom nível). Esqueçamos individualizações, condenações, e não decidamos por curtas amostragens o destino de atletas que talvez apenas viviam ali uma tarde especialmente ruim; pensemos, contudo, no derrota do último domingo como material a ser observado com bom senso, junto à bagagem que já temos de jogos assistidos, para ajudar a formar a teoria, a chegarmos à ideia: notaram o estrago que zagueiros lentos e despidos de intimidade com a bola podem fazer para uma equipe? Mesmo dando descontos, relativizando circunstâncias, não tem discussão: no futebol de hoje, em que predomina a correria desenfreada, e os zagueiros passaram a ser bem mais importantes na saída de bola, estes defeitos pesam mais, em si, do que falta de altura e de alguns quilos de massa – magra ou não...

Grosso modo, assim como a era do volante brucutu acabou, os dias do “zagueiro zagueiro” estão contados – relativizo ambas as proposições, que fique claro. É preciso agilidade, é preciso jogar. Quase todos defendendo, todos com mínimo repertório – até para não sucumbir à marcação alta, bem mais comum do que outrora. E se a reação desmedida, insensata à improvisação de Mano com Henrique na quinta passada não deixa de ser sintoma do espirito retrógrado que acima mencionei, os exemplos de treinadores dos grandes centros que escalam volantes e laterais como zagueiros servem para ilustrar/fundamentar todos os fenômenos tratados na coluna – inclusive a injustiça sofrida pelo comandante celeste. Mascherano, Javi Martínez, Azpilicueta, Alaba, Kolarov...

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