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Cadu Doné

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Galo, imprensa, oportunismo e injustiça

Muitas das críticas feitas ao “planejamento” e à diretoria têm sido exageradas, oportunistas. Populismo... O que parece “corajoso”, no fundo, frequentemente é covarde, o caminho mais confortável...

08/08/2017 às 06:36

Se pegarmos o que esmagadora maioria da imprensa disse a respeito do atual elenco do Atlético em boa parte do ano, e o novo discurso de muitas dessas mesmas pessoas a partir de um período mais recente, encontraremos material para refletirmos sobre futebol, suas armadilhas, suas imprevisibilidades, mas não somente; estaremos diante de um prato repleto, de fontes quase inesgotáveis para repensarmos o próprio exercício do jornalismo no meio do esporte bretão.

Mudar de opinião é válido. Às vezes até salutar. No âmbito profissional, contudo, uma transformação clara de avaliação há de vir acompanhada de um compromisso intelectual. Desta maneira, grosso modo, de duas, uma: ou expõe-se um embasamento sólido para sustentar esta virada de julgamento, ou apresenta-se um mea-culpa. Uma mistura das duas coisas, claro, seria bem possível.

Não me parece sequer honesto com o público martelar por meses a fio que o Galo possui, no mínimo, um dos três principais planteis do país e, de repente, sem o acompanhamento retórico adequado – e/ou sem se incluir entre os que mal avaliaram –, bradar contra diretoria, treinadores, jogadores como se não houvesse amanhã. Ah, o populismo, o surfar de acordo com a onda...

Para mim, a gestão de Daniel Nepomuceno está longe de ser ruim. Podemos pinçar discordâncias, apostas que não deram certo, e até alguns equívocos claramente palpáveis. Em geral, entretanto, inclusive na esfera futebolística, a montagem do seu grupo de trabalho para o início da temporada – englobo aqui comissão técnica e atletas – poderia, e muito, ter dado mais certo do que o entregue na prática. Curiosamente, um dos itens nos quais, a priori, divirjo do mandatário, materializou-se inicialmente como um sucesso de público e até crítica “especializada”: a demissão de Roger. O trabalho deste era em considerável medida decepcionante. Mas levando-se em conta os profissionais que estavam disponíveis, a crença que possuo na capacidade, no potencial do técnico específico em tela, o bom ambiente, a credibilidade que ele mantinha com seus subordinados, entre outros fatores/circunstâncias, para mim, a dispensa não foi acertada. No jornalismo de ocasião praticado em larga escala por bandas distintas, anotem: se o alvinegro nesta quarta for eliminado da Libertadores, muitos dos que aplaudiram a troca por Micale vão, de novo, sem os ganchos elucidativos/ argumentativos apropriados, cornetar o câmbio com a cara lavada de um medíocre – na acepção da palavra – político de carreira. Aliás...          

Da minha parte, algumas observações que já fazia  mesmo antes de o caldo real ou aparentemente entornar, em torno da perspectiva atleticana para a temporada: o time corria o risco de sofrer por determinada falta de equilíbrio no meio-campo no que se refere à junção das características de suas peças e/ou à compatibilidade destas com o jogo de posse/controle preferido pelo técnico escolhido. Fazendo o exercício necessário da autocrítica, por mais que tenha tocado neste ponto em alguns momentos publicamente, penso que deveria tê-lo contextualizado com mais frequência/clareza/veemência com as apreciações que fiz acerca do potencial do plantel. Ressalto, todavia, que este ligeiro “porém” que vislumbrava com relação ao grupo de jogadores montado nunca esteve no domínio da certeza/forte possibilidade; reparem que falei em “risco” – e este não me soava elevado. Em suma: o treinador contratado para o início da temporada era o melhor possível no cenário da época, o elenco poderia sim ser considerado forte – foi superestimado em diferentes acepções (e em algumas dessas searas provavelmente também errei), mas isso é outro papo – e, se o todo não se encaixou até aqui, é pelo fato de o futebol ter suas peculiaridades, seu vinculo com o imponderável, o incerto, o pouco (ou nada) tangível – dizer tudo isso não é isentar de eventuais deslizes... Não adianta querer achar motivos para disparar a metralhadora do modo como temos visto por aí, no que tange à programação inicial para o começo de 2017.       

Robinho faz temporada ruim, Elias não tem rendido o imaginado, Otero vem decepcionando, Fábio Santos caiu de produção, Rafael Carioca... Dizer que com eles e outros presentes na Cidade do Galo o horizonte era preocupante e muito estava errado, em Janeiro, seria equivocado. Hoje, sobretudo para os que não cantaram a pedra com antecedência, e/ou não se retrataram, oportunismo – não somente...

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