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Precisamos (culpar) falar sobre política

Somos, todos, imbecis. Em um mundo globalizado onde tudo chega a todos, nós confundimos até temas.

07/10/2018 às 08:17

Vamos direto aos fatos e à realidade que nos assola: estamos todos, de pé, tentando entender se a culpa é nossa ou da política. Se nós que não fizemos nossa parte ou se é a corrupção que está ditando os resultados. 

E o que fazemos com essa dúvida? A mantemos. Sim, porque é mais conveniente dizer que o problema não é nosso. O problema está na resolução, na opinião alheia, na manipulação, na estratégia, na pretensão, ou no que for, desde que não respingue em nós a culpa - só o resultado mesmo, mas aí a gente volta à desculpa e segue na lama lamentando. 

Esse fato de escolher ser vítima tirou a vilania e o heroísmo de cena. Queremos só um culpado para o fracasso. Como bem disse Nelson Rodrigues: “Nada mais cretino e mais cretinizante do que a paixão política. É a única paixão sem grandeza, a única que é capaz de imbecilizar o homem”. 

Somos, todos, imbecis. Em um mundo globalizado onde tudo chega a todos, nós confundimos até temas. Aposto eu que você não sabe se estou falando de Cruzeiro x Boca Juniors ou das Eleições que acontece neste domingo. Deus, lá do céu, que venha me salvar se eu estiver me enfiando em política deste Brasil. Isso é papo Dele! Tô mesmo é descendo ao inferno para falar de futebol. 

E vamos a ele: podíamos dizer que estávamos sendo filmados. Todos nós, os mais de 56 mil presentes na noite da última quarta-feira, no Mineirão, assistindo ao jogo das quartas de final da Libertadores. Sim, porque o que mais importa na TV é o replay, e não houve um sequer durante toda a partida, ao longo de todos os polêmicos lances. 

Ah, tem também o VAR, que é o mais importante dos televisores, mas que também parece não ter ido ao local. Pior: parece mesmo! Não foi ironia minha. Tão dizendo por aí que o VAR não compareceu, nem para fazer a social, como fez na Bombonera, no jogo de ida. 

E isso foi só um acréscimo ao nosso sempre presente juiz, que vem sendo mais ilustre nos gramados que Neymar em Paris. E olha que Neymar e Paris são duas das coisas mais glamourosas deste mundo. Mas voltemos ao nosso sul-americano continente. 

Andrés Cunha picotou o jogo, como disse um amigo meu da imprensa. Parou todos os lances que podia. Fez mais cera que o time do Boca. O time do Cruzeiro tentou, por 90 minutos, fazer dois gols aceitáveis para o juiz - o que parece ser diferente de gol legal. E, por fim, a equipe da casa entrou para a história: teve o mesmo jogador expulso no primeiro e no segundo jogo de um mata-mata. 

Sem cumprir suspensão, sem culpa nos dois lances do vermelho, sem ajudar o time nos dois principais e classificatórios gols do adversário (o segundo lá, o único e do empate cá) e sem chance do tri ainda este ano. Dedé saiu, e o Cruzeiro caiu.

Fim de papo! Que tenhamos mais frieza para não perder lances importantes, sabendo que temos que contar, também, com a má vontade de quem manda. Vamos ser inteligente, amigos. Não era de dois que o Cruzeiro precisava, era de quatro. A culpa é nossa de não saber fazer as contas. De nada adiantou saber das regras. Isso foi o que menos importou. 

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