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Sejamos todos Patric’s

Assim como amamos e aplaudimos de menos, cobramos e nos posicionamos pouco. 

06/06/2019 às 07:15

Amigos, no último domingo, diante do CSA, Patric fez um de seus melhores jogos com a camisa do Atlético. O cara endoidou em campo. Até pedalada deu. Comemorou chute pra escanteio como quem decidisse uma Copa do Mundo. E a torcida alvinegra foi ao delírio com ele. Patric foi ovacionado na Arena Independência. 

Acho que os aplausos e gritos de seu nome foram uma soma de euforias por sua apresentação imediata e pela reabilitação que o lateral vêm mostrando nos últimos tempos - após erros em campo que o fizeram ganhar, mais uma vez, a antipatia da torcida e tomar banco para o novato Guga. Foi mais uma volta da roda-gigante Patric no Galo. 

Sei que muitos o acham injustiçado. Que a torcida pega no pé do jogador como não faz com outros atletas do clube. Isso não vem ao caso. O que importa é o efeito que as cobranças fazem à Patric. Ele não está em alto nível em termos de habilidade, mas chega a estourar o termômetro em força de vontade. E quando você, torcedor, se sentir culpado por tê-lo um dia cobrado, lembre-se da resposta - positiva - que teve. Então valeu a pena. 

Agora, sim, vem ao caso falar do restante do elenco. Não seria melhor cobrar a todos por essa raça e não fazer de Patric uma exceção? Até porque, neste caso, quem é mais provido de qualidade tem ainda mais obrigação de c.o.n.s.t.a.n.t.e.m.e.n.t.e mostrar serviço. Como o Cazares e Chará, que vêm jogando bem, e Ricardo Oliveira, que está em má fase. Estranho ou não: Patric é um exemplo a seguir.

O mesmo me estendo a outros clubes, outras vertentes. Em meio à guerra política no Cruzeiro, em que se expõem supostas falcatruas e lavagem de dinheiro que vão do conselho a terceirizados, é hora de cobrar serviço. Seja em qualquer área, na lateral do campo ou na tesouraria da sede administrativa, é preciso exigir que todos, assim como os torcedores, estejam em prol do clube.

Nelson Rodrigues diz que “essa impotência de sentimento, esse tédio de alma, essa anestesia coletiva e alvar traduz um desinteresse vital tremendo”. E eu digo o mesmo sobre nossa capacidade de se manifestar. Assim como amamos e aplaudimos de menos, cobramos e nos posicionamos pouco. 

A Copa América vem aí. Sem Neymar, um nome que também vive na nossa roda-gigante de críticas. Muitos brincaram que era hora de Patric ter sua chance na Seleção. Não; não é a hora dele. Mas, sim, a nossa hora de sermos com a seleção o que somos com Patric: palpiteiros. É hora de sermos com o Cruzeiro o que somos com Patric: analistas. É hora de sermos com o Atlético o que somos com o Patric: cobradores. E, por fim, vamos ser, de fato, torcedores, e torcer para que nossa mensagem chegue aos representantes do esporte e a resposta seja o cumprimento de seus papéis. Em tempo: não é criar expectativa; é colher o NOSSO plantio. 

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